sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

... E viva o Natal!!!

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Esta semana passou sem me avisar. Já é sexta!!! E eu ainda estou esperando a chuva maravilhosa que vai nos aliviar desse calor INFERNAL!!!!

E enquanto meu pequeno prícipe não dá o ar da graça, ando me aventurando pelas antigas artes manuais da maternidade. Depois do final de semana passado inteiro passando roupinhas minúsculas, ontem terminei de fazer toda a borda de um cueiro (agora eu sei o que é!) em crochê. Sim, exatamente. Sou uma das 28 mulheres com menos de 50 anos que sabe fazer crochê, hehehe.

Exageros estatísticos à parte, tive uma noite de Natal encantadora, ganhei presentinhos super legais e vários para mim mesma, a despeito do meu receio de só ganhar tip tops e mamadeiras =D

E a faculdade finalmente ACABOU. Nem acredito. Agora só falta a monografia, maravilha.

Sou péssima com felicitações natalinas, mas enfim, desejo a todos um 2010 mais feliz e mais interessante. Que todo mundo tenha uma vida tão emocionante e satisfatória que não tenha tempo de se ocupar falando mal da vida alheia. Que as pessoas olhem mais para a bagunça que fazem em casa (e se esforcem para arrumá-la) antes de criticarem a do vizinho. Que as pessoas parem de esperar dos outros e façam por si. Que se amem do jeito que quiserem, eu farei do meu, hehehe. Que plantem coisas positivas, amizades, bons projetos, essas coisas todas que fazem a gente mais completa.

Enfim, que 2010 seja tão repleto de coisas bacanas que não sobre tempo pra inveja, fofoca, rancor nem ressentimentos. Se por acaso essas coisas estiverem sobrando agora no final do ano, tome um banho de sal grosso, vá a uma sessão de descarrego, faça sexo selvagem, enfim, liberte seus demônios. E viva sua vida mais plenamente.

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Avisinho de utilidade pública

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Acho ótimo que pessoas que não se identificam utilizem este espaço para mostrarem o quão covardes e desocupadas podem ser. Queimam o próprio filme sem ajuda nenhuma.
Não sou uma blogueira democrática. Não gostei do comentário, apago mesmo. Vá fazer sujeira em outro lugar.
(não falarei mais sobre isso pra não dar luz a quem não merece. e este espaço é meu, e faço com ele o que bem entender. Não gostou? Simples: cai fora.)


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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Momento ouvidoria

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Parece q tenho um(a) leitor(a) contestador(a), o que muito me envaidece.
Ocorre que fui mal interpretada a respeito do que penso sobre a efemeridade de muitas relações atuais. Jamais rotulei ou fiz qualquer classificação por tempo, e também não acho que o tempo é indicativo de nada, nem de credibilidade, nem de sentimento. Mas continuo ressaltando que esse fenômeno que estamos vivendo é o da banalização dos sentimentos, sim senhor. Acontece que as pessoas tem necessidade de exibir e ostentar, e é lógico que fica muito mais bonito se você estiver 'amando' do que simplesmente tendo um bom momento. É por essas e outras que as pessoas ficam e separam como quem troca de roupa numa boa, se desgastam e se magoam com tanta facilidade.

Acho que quando se dava mais importância ao peso desse sentimento as pessoas tinham mais cautela antes de sair por aí alardeando o que não tem fundamento.

E novamente, paixão pode ser, sim, instantânea, mas o amor é mais que isso, é uma construção interior, algo bem mais elaborado, que exige da gente muito mais.

Já amei antes. Uma vez. Agora, depois de bastante tempo, estou novamente redescobrindo o amor, de várias maneiras.

P.S: Obrigada, caro(a) leitor(a), por prestigiar meu blog. Respeito sua opinião e te desejo sucesso na vida e em seu relacionamento. Gostaria também de poder ler o que tu escreves.


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domingo, 20 de dezembro de 2009

Contagem regressiva

Cá estou às vésperas do tão esperado momento. Em breve, conhecerei meu habitante (que já será ex-habitante) e, aí sim, encerrarei uma etapa da minha vida e começarei outra, totalmente diferente, nova, cheia de desafios e coisas desconhecidas.

Medo? Naaaaada, imagina...

ESTOU LOUCA DE MEDO!!!

Mas preciso manter o equilíbrio, porque sou a única que posso fazer isso por mim. Essa que é a verdade. Embora esteja cercada de pessoas amadas e amáveis que fariam tudo pra me ajudar, só eu serei a MÃE (letras garrafais em neon pra eu me habituar). E ninguém te a menor ideia do que é ser mãe até que a gente se torna uma.

Esta noite tive uma conversa com a minha, e ela estava me falando dos próprios medos e de como deveria ser a vida de avó. Pareceu-me muito pessimista, falando em duplo sofrimento, padecer ao quadrado, etc. Hoje, após uma noite de sono pouco satisfatório mas reflexivo, chamei-a e apresentei os fatos: nenhuma de nós duas sabe o que está para enfrentar. Somos duas novatas entrando numa nova fase cheia de descobertas e novidades. Eu não sei nada sobre ser mãe; ela não sabe nada sobre ser avó. Me senti melhor ao perceber que estaremos as duas trilhando um caminho desconhecido, nenhuma em melhor posição, teremos mesmo que andar de mãos dadas e ir tateando e descobrindo tudo.
(Te amo, mãe. Obrigada por existir, só por isso.)


P.S: Quanto ao post anterior, continuo pensando o que disse. E continuo achando que não se ama em uma ou duas semanas. Todo mundo é livre pra se encantar, se enrabixar, se apaixonar até, se isso fizer bem pro coração e pra vida. E é livre pra chamar de amor também. Mas que não é amor, isso não é.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Que coisa mais sem graça.


Aviso: isto não é um manifesto de uma descrente, perversa, mal-comida, ou o que quer que possa passar pela cabeça de quem não concordar. É pura e simples constatação. E o fato é que, cedo ou tarde, todo mundo acaba concordando. Mas eu não disse que vai ser agora.



Engraçado como as décadas passam e os clichês não mudam. Se a gente perguntar pros pais como eram os namoros na juventude deles, provavelmente vão dizer que eram bobos e cafonas, em sua maioria. O motivo??? Sempre o mesmo: a banalização. Só que agora numa velocidade internetesca.
Qualquer duplinha de ficantes "calça-cagada" (expressão utilizada pela minha avó para designar adolescentes ou jovenzinhos imaturos) que troca meia dúzia de beijinhos e um mês de mensagens via MSN já sai enchendo a boca com "eu te amo" pra lá e "meu amor" pra cá´. Tudo muito boboca, muito batido, muito igual. Blé.

É o tipo de coisa que me deixa enjoada, sabe? Por que coisificar o sentimento que era pra ser o mais bonito de todos? Acabaram com o amor?!? Reduziram-no a uma coceirinha que, mal se manifesta, já é motivo de alvoroço, frios na barriga, puxação de cabelo e o escambal. A verdade é que as pessoas não se deram conta ainda, mas estão demorando cada vez mais para amadurecer, e, na ânsia de viverem tudo o mais "intensamente possível", atropelam tudo, pulam fases, confundem sentimentos e saem chamando qualquer um de "amor da minha vida". Aff. Que vida mais sem sentido.

Pior é quando saem namorando firme, néam. Depois de duas semanas, os pombinhos (ou pombinhas, ou a dupla que quiserem) já se sentem prontos (pffff) para avançarem na relação (pfff)² e mudar o status no orkut (pffff)³. Aí, depois de um mês de namoro firme (uiii), já estão "discutindo a relação", chorando abraçados ao travesseiro, pedindo conselhos, escrevendo cartas... MEU DEUS!!! Ahhh, façam-me o favor!!! Vão lavar uma louça, procurar um emprego, regar uma planta, sei lá, mas PAREM DE ENCHER O MUNDO COM ESSA BABOSEIRA!!!

Não tem nada de lindo e poético na banalização do amor. Sair falando "eu te amo" por aí, pra qualquer um e sem critério não vai fazer do mundo um lugar mais bonito, menos violento e triste. Pelo contrário. A vulnerabilidade e efemeridade das relações atuais são mais um sinal de que tudo está indo por água abaixo mesmo. Não se respeita mais nada, não se valoriza nada, nem mesmo os sentimentos! "Eu te amo" hoje é mais comum que chiclete na boca de um bando de babacas que nem sequer parou pra pensar no que realmente sente, no que é. Confundem propositalmente qualquer paixonite de camelô com amor e saem alardeando, exibindo, como se adquirissem um status de pessoas superiores, usam a camiseta do "love - Eu tenho, e você?". Deprimente. Deprimente. Muito deprimente.

Então, antes que pensem que estou aqui manifestando uma frustração ou desapontamento, quero deixar bem claro que acredito, sim, e muito, no amor. Não nessa porcaria que eu vejo espalhada por aí, que tristemente acompanho, muitas vezes de perto, das pessoas se enganarem conscientemente, muitas vezes por total falta de amor próprio. Acredito no amor como um sentimento sólido, mas, para a desgraça de muitos, ele não aparece em um ou dois meses, nem acaba com o vento também.


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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Desabafando

Segunda-feira ensolarada, quase três semanas de férias forçadas em casa e umas duas pra eu conhecer meu inquilininho. =D


Alguém tem que avisar a Martha Medeiros que ela precisa se aposentar.
Ninguém aguenta mais as crônicas frívolas e inexpressivas que ela escreve.
É uma página a menos pra eu ler na minha visita ao banheiro matutina dominical.

Lembro de um tempo em que eu lia os textos dela e identificava pontos bem coerentes, divertidos até, do cotidiano. Achava tão legal que os lia em voz alta pra minha mãe. Depois até conversávamos sobre os assuntos.

Pois esta senhora conseguiu passar de balzaca interessante e perspicaz a uma coroa fútil, cheia de manias e pedante, que escreve coisas ridículas como "salvem a Britney Spears", acha cafona olhar foto de criança em celular e só vai em festa "que tenha champagne gelado e que não toque som bate-estaca, pelo amor de Deus". O tipo de leitura que não leva ninguém a nada e do qual poderíamos ser privados, quando há coisas tão mais importantes pra ler e tão pouco espaço a elas destinados.

Pronto, falei.