sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

... E viva o Natal!!!

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Esta semana passou sem me avisar. Já é sexta!!! E eu ainda estou esperando a chuva maravilhosa que vai nos aliviar desse calor INFERNAL!!!!

E enquanto meu pequeno prícipe não dá o ar da graça, ando me aventurando pelas antigas artes manuais da maternidade. Depois do final de semana passado inteiro passando roupinhas minúsculas, ontem terminei de fazer toda a borda de um cueiro (agora eu sei o que é!) em crochê. Sim, exatamente. Sou uma das 28 mulheres com menos de 50 anos que sabe fazer crochê, hehehe.

Exageros estatísticos à parte, tive uma noite de Natal encantadora, ganhei presentinhos super legais e vários para mim mesma, a despeito do meu receio de só ganhar tip tops e mamadeiras =D

E a faculdade finalmente ACABOU. Nem acredito. Agora só falta a monografia, maravilha.

Sou péssima com felicitações natalinas, mas enfim, desejo a todos um 2010 mais feliz e mais interessante. Que todo mundo tenha uma vida tão emocionante e satisfatória que não tenha tempo de se ocupar falando mal da vida alheia. Que as pessoas olhem mais para a bagunça que fazem em casa (e se esforcem para arrumá-la) antes de criticarem a do vizinho. Que as pessoas parem de esperar dos outros e façam por si. Que se amem do jeito que quiserem, eu farei do meu, hehehe. Que plantem coisas positivas, amizades, bons projetos, essas coisas todas que fazem a gente mais completa.

Enfim, que 2010 seja tão repleto de coisas bacanas que não sobre tempo pra inveja, fofoca, rancor nem ressentimentos. Se por acaso essas coisas estiverem sobrando agora no final do ano, tome um banho de sal grosso, vá a uma sessão de descarrego, faça sexo selvagem, enfim, liberte seus demônios. E viva sua vida mais plenamente.

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Avisinho de utilidade pública

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Acho ótimo que pessoas que não se identificam utilizem este espaço para mostrarem o quão covardes e desocupadas podem ser. Queimam o próprio filme sem ajuda nenhuma.
Não sou uma blogueira democrática. Não gostei do comentário, apago mesmo. Vá fazer sujeira em outro lugar.
(não falarei mais sobre isso pra não dar luz a quem não merece. e este espaço é meu, e faço com ele o que bem entender. Não gostou? Simples: cai fora.)


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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Momento ouvidoria

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Parece q tenho um(a) leitor(a) contestador(a), o que muito me envaidece.
Ocorre que fui mal interpretada a respeito do que penso sobre a efemeridade de muitas relações atuais. Jamais rotulei ou fiz qualquer classificação por tempo, e também não acho que o tempo é indicativo de nada, nem de credibilidade, nem de sentimento. Mas continuo ressaltando que esse fenômeno que estamos vivendo é o da banalização dos sentimentos, sim senhor. Acontece que as pessoas tem necessidade de exibir e ostentar, e é lógico que fica muito mais bonito se você estiver 'amando' do que simplesmente tendo um bom momento. É por essas e outras que as pessoas ficam e separam como quem troca de roupa numa boa, se desgastam e se magoam com tanta facilidade.

Acho que quando se dava mais importância ao peso desse sentimento as pessoas tinham mais cautela antes de sair por aí alardeando o que não tem fundamento.

E novamente, paixão pode ser, sim, instantânea, mas o amor é mais que isso, é uma construção interior, algo bem mais elaborado, que exige da gente muito mais.

Já amei antes. Uma vez. Agora, depois de bastante tempo, estou novamente redescobrindo o amor, de várias maneiras.

P.S: Obrigada, caro(a) leitor(a), por prestigiar meu blog. Respeito sua opinião e te desejo sucesso na vida e em seu relacionamento. Gostaria também de poder ler o que tu escreves.


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domingo, 20 de dezembro de 2009

Contagem regressiva

Cá estou às vésperas do tão esperado momento. Em breve, conhecerei meu habitante (que já será ex-habitante) e, aí sim, encerrarei uma etapa da minha vida e começarei outra, totalmente diferente, nova, cheia de desafios e coisas desconhecidas.

Medo? Naaaaada, imagina...

ESTOU LOUCA DE MEDO!!!

Mas preciso manter o equilíbrio, porque sou a única que posso fazer isso por mim. Essa que é a verdade. Embora esteja cercada de pessoas amadas e amáveis que fariam tudo pra me ajudar, só eu serei a MÃE (letras garrafais em neon pra eu me habituar). E ninguém te a menor ideia do que é ser mãe até que a gente se torna uma.

Esta noite tive uma conversa com a minha, e ela estava me falando dos próprios medos e de como deveria ser a vida de avó. Pareceu-me muito pessimista, falando em duplo sofrimento, padecer ao quadrado, etc. Hoje, após uma noite de sono pouco satisfatório mas reflexivo, chamei-a e apresentei os fatos: nenhuma de nós duas sabe o que está para enfrentar. Somos duas novatas entrando numa nova fase cheia de descobertas e novidades. Eu não sei nada sobre ser mãe; ela não sabe nada sobre ser avó. Me senti melhor ao perceber que estaremos as duas trilhando um caminho desconhecido, nenhuma em melhor posição, teremos mesmo que andar de mãos dadas e ir tateando e descobrindo tudo.
(Te amo, mãe. Obrigada por existir, só por isso.)


P.S: Quanto ao post anterior, continuo pensando o que disse. E continuo achando que não se ama em uma ou duas semanas. Todo mundo é livre pra se encantar, se enrabixar, se apaixonar até, se isso fizer bem pro coração e pra vida. E é livre pra chamar de amor também. Mas que não é amor, isso não é.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Que coisa mais sem graça.


Aviso: isto não é um manifesto de uma descrente, perversa, mal-comida, ou o que quer que possa passar pela cabeça de quem não concordar. É pura e simples constatação. E o fato é que, cedo ou tarde, todo mundo acaba concordando. Mas eu não disse que vai ser agora.



Engraçado como as décadas passam e os clichês não mudam. Se a gente perguntar pros pais como eram os namoros na juventude deles, provavelmente vão dizer que eram bobos e cafonas, em sua maioria. O motivo??? Sempre o mesmo: a banalização. Só que agora numa velocidade internetesca.
Qualquer duplinha de ficantes "calça-cagada" (expressão utilizada pela minha avó para designar adolescentes ou jovenzinhos imaturos) que troca meia dúzia de beijinhos e um mês de mensagens via MSN já sai enchendo a boca com "eu te amo" pra lá e "meu amor" pra cá´. Tudo muito boboca, muito batido, muito igual. Blé.

É o tipo de coisa que me deixa enjoada, sabe? Por que coisificar o sentimento que era pra ser o mais bonito de todos? Acabaram com o amor?!? Reduziram-no a uma coceirinha que, mal se manifesta, já é motivo de alvoroço, frios na barriga, puxação de cabelo e o escambal. A verdade é que as pessoas não se deram conta ainda, mas estão demorando cada vez mais para amadurecer, e, na ânsia de viverem tudo o mais "intensamente possível", atropelam tudo, pulam fases, confundem sentimentos e saem chamando qualquer um de "amor da minha vida". Aff. Que vida mais sem sentido.

Pior é quando saem namorando firme, néam. Depois de duas semanas, os pombinhos (ou pombinhas, ou a dupla que quiserem) já se sentem prontos (pffff) para avançarem na relação (pfff)² e mudar o status no orkut (pffff)³. Aí, depois de um mês de namoro firme (uiii), já estão "discutindo a relação", chorando abraçados ao travesseiro, pedindo conselhos, escrevendo cartas... MEU DEUS!!! Ahhh, façam-me o favor!!! Vão lavar uma louça, procurar um emprego, regar uma planta, sei lá, mas PAREM DE ENCHER O MUNDO COM ESSA BABOSEIRA!!!

Não tem nada de lindo e poético na banalização do amor. Sair falando "eu te amo" por aí, pra qualquer um e sem critério não vai fazer do mundo um lugar mais bonito, menos violento e triste. Pelo contrário. A vulnerabilidade e efemeridade das relações atuais são mais um sinal de que tudo está indo por água abaixo mesmo. Não se respeita mais nada, não se valoriza nada, nem mesmo os sentimentos! "Eu te amo" hoje é mais comum que chiclete na boca de um bando de babacas que nem sequer parou pra pensar no que realmente sente, no que é. Confundem propositalmente qualquer paixonite de camelô com amor e saem alardeando, exibindo, como se adquirissem um status de pessoas superiores, usam a camiseta do "love - Eu tenho, e você?". Deprimente. Deprimente. Muito deprimente.

Então, antes que pensem que estou aqui manifestando uma frustração ou desapontamento, quero deixar bem claro que acredito, sim, e muito, no amor. Não nessa porcaria que eu vejo espalhada por aí, que tristemente acompanho, muitas vezes de perto, das pessoas se enganarem conscientemente, muitas vezes por total falta de amor próprio. Acredito no amor como um sentimento sólido, mas, para a desgraça de muitos, ele não aparece em um ou dois meses, nem acaba com o vento também.


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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Desabafando

Segunda-feira ensolarada, quase três semanas de férias forçadas em casa e umas duas pra eu conhecer meu inquilininho. =D


Alguém tem que avisar a Martha Medeiros que ela precisa se aposentar.
Ninguém aguenta mais as crônicas frívolas e inexpressivas que ela escreve.
É uma página a menos pra eu ler na minha visita ao banheiro matutina dominical.

Lembro de um tempo em que eu lia os textos dela e identificava pontos bem coerentes, divertidos até, do cotidiano. Achava tão legal que os lia em voz alta pra minha mãe. Depois até conversávamos sobre os assuntos.

Pois esta senhora conseguiu passar de balzaca interessante e perspicaz a uma coroa fútil, cheia de manias e pedante, que escreve coisas ridículas como "salvem a Britney Spears", acha cafona olhar foto de criança em celular e só vai em festa "que tenha champagne gelado e que não toque som bate-estaca, pelo amor de Deus". O tipo de leitura que não leva ninguém a nada e do qual poderíamos ser privados, quando há coisas tão mais importantes pra ler e tão pouco espaço a elas destinados.

Pronto, falei.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

A falta de tempo me impede de manter este recanto devidamente atualizado e desempoeirado. Tenho mil coisas pra fazer, e outras mil que deveria estar fazendo.

Ossos do ofício.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Recado para o homem da minha vida

Meu querido:

Estou ansiosa para olhar os teus olhos, pegar nas tuas mãos, te abraçar forte e dizer mil vezes que te amo.
Tu me fazes tão feliz! Me sinto uma pessoa mais completa agora. Mais cheia de vida, de sonhos e de esperanças. O mundo já é um lugar mais bonito por tua causa. Obrigada por existir. Prometo cuidar de ti, te proteger, te ensinar e te amar pra sempre. Incondicionalmente.



Muitos beijos




Tua mãe


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quarta-feira, 16 de setembro de 2009

GANHAMOS SELINHO!!!!

Recebi da minha irmãzinha desparafusada e maravilhosa Enola este lindo selinho:




ReceBEMOS, na verdade. O presente foi endereçado a mim e ao herdeirinho saltitante que reside em meu útero.
Obrigada querida!!!! A recíproca é verdadeira!

sábado, 12 de setembro de 2009

Apaixonada...

Por essa vidinha linda que tá crescendo dentro de mim e me fazendo crescer como pessoa um pouquinho mais a cada dia, me mostrando como a vida é maravilhosa e como o mundo é grande.

=D


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sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Juliana and the very traditional Irish music

Is a Bhríd Óg Ní Mháille
'S tú d'fhág mo chroí cráite
'S chuir tú arraingeacha
An bháis trí cheartlár mo chroí
Tá na mílte fear i ngrá
Le d'éadan ciúin náireach
Is go dtug tú barr breáchtacht'
Ar Thír Oirghiall más fíor

Níl ní ar bith is áille
Ná'n ghealach os cionn a' tsáile
Ná bláth bán na n-airne
Bíos ag fás ar an droigheann
Ó siúd mar bíos mo ghrá-sa
Níos trilsí le breáchtacht
Béilín meala na háilleachta'
Nach ndearna riamh claon

Is buachaill deas óg mé
'Tá triall chun mo phósta
'S ní buan i bhfad beo mé
Mura bhfaighidh mé mo mhian
A chuisle is a stóirín
Déan réidh agus bí romhamsa
Cionn deireanach den Domhnach
Ar Bhóithrín Dhroim Sliabh

Is tuirseach 's brónach
A chaithimse an Domhnach
Mo hata I' mo dhorn
'S mé ag osnaíl go trom
'S mé ag amharc ar na bóithre
'Mbíonn mo ghrá-sa ag gabhail ann
'S í ag fear eile pósta
Is gan í bheith liom
'S í ag fear eile pósta
Is gan í bheith liom


**Estudando gaélico pela Internet e ficando um pouquinho mais deprimida.
Viva a música irlandesa!



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terça-feira, 8 de setembro de 2009

Se minha vida fosse um filme...

Provavelmente agora eu estaria olhando a chuva através do vidro da janela da minha linda sala. Obviamente, eu estaria deslumbrante, com os cabelos um pouco revoltos, talvez, e uma aparência de quem chorou muito, mas já está se recompondo. Com uma taça de vinho em uma das mãos, e a outra afagando um gato preguiçoso. E, naturalmente, com uma música da Norah Jones ao fundo. Pode ser esta:

I waited 'til I saw the sun
I don't know why I didn't come
I left you by the house of fun
I don't know why I didn't come

When I saw the break of the day
I wished that I could fly away
Instead of kneeling in the sand
Catching teardrops in my hand

My heart is drenched in wine
But you'll be on my mind
Forever
Out across the endless sea
I would die in ecstasy
But I'll be a bag of bones
Driving down the road along

My heart is drenched in wine
But you'll be on my mind
Forever...


Mas não é, né. No mundo real, somos eu e meu pijama furado, e os cabelos, muito, muito revoltos.

E a chuva na janela.


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domingo, 6 de setembro de 2009

Acenderam a luz...que bom!?!

Quando a gente se dá conta de que esteve enganada por muito tempo, a primeira sensação é a de incredulidade. Não dá pra acreditar que a coisa estava ali, na nossa cara, e a gente simplesmente ignorou. Não, definitivamente, isso não acontece comigo, só com os outros.

Depois, vem aquela dorzinha de remorso, de arrependimento, do tipo luto pela passagem daquele tempo irrecuperável. Aquele tempo em que a gente se manteve presa a uma crença, a uma esperança que não tinha fundamento. A gente chora, lamenta, chora mais um pouco, grita, xinga, esperneia, cada um no seu nível.

E, finalmente, percebemos que o que passou não volta, e o mais grave (o engano) finalmente terminou. Agora, deve-se aproveitar a experiência ruim como ensinamento para não repetir o erro, e curtir a sensação de ter finalmente se libertado de algo que te mantinha presa, atrelada e limitada. Agora tem um mundo todo pela frente.

(Não vejo a hora de chegar nessa parte.)




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terça-feira, 1 de setembro de 2009

Informe sobre a ofensiva da imprensa burguesa contra o MST

31 de agosto de 2009

Fizemos uma mobilização em todo o país e um acampamento em Brasília em defesa da Reforma Agrária e obtivemos vitórias importantes, relacionadas à solução dos problemas dos trabalhadores do campo. A jornada de lutas conquistou do governo federal medidas muito importantes, embora estejamos longe da realização da Reforma Agrária e da consolidação de um novo modelo agrícola. Além disso, demonstrou à sociedade e à população em geral, que apenas a organização do povo e a luta social podem garantir conquistas para os trabalhadores e trabalhadoras.

A principal medida do governo, anunciada durante a jornada, é a atualização dos índices de produtividade, que são utilizados como parâmetros legais para a desapropriação de terras para a Reforma Agrária. Os ruralistas, o agronegócio e a classe dominante brasileira fecharam posição contra a revisão dos índices e passaram a utilizar os meios de comunicação para pressionar o governo a voltar atrás.

Essas conquistas deixaram revoltados aqueles que defendem apenas seus interesses, patrimônio e lucro, buscando aumentar a exploração dos trabalhadores, da natureza e dos recursos públicos. Nesse contexto, diversos órgãos da imprensa burguesa - os verdadeiros porta-vozes dos interesses dos capitalistas no campo - como revista Veja, O Estado de S. Paulo, Correio Braziliense, Zero Hora e a TV Bandeirantes, passaram a atacar o Movimento para inviabilizar medidas progressistas conquistadas com a luta.

Não há nenhuma novidade na postura política e ideológica desses veículos, que fazem parte da classe dominante e defendem os interesses do capital financeiro, dos bancos, do agronegócio e do latifúndio, virando de costas para os problemas estruturais da sociedade e para as dificuldades do povo brasileiro. Desesperados, tentam requentar velhas teses de que o movimento vive às custas de dinheiro público. Aliás, esses ataques vêm justamente de empresas que vivem de propaganda e recursos públicos ou que são suspeitas de benefícios em licitações do governo de São Paulo, como a Editora Abril.

Diante disso, gostaríamos de esclarecer a nossos amigos e amigas, que sempre nos apóiam e ajudam, que nunca recebemos nem utilizamos dinheiro público para fazer qualquer ocupação de terra, protesto ou marcha. Todas as nossas manifestações são realizadas com a contribuição das famílias acampadas e assentadas e com a solidariedade de cidadãos e entidades da sociedade civil. Temos também muito orgulho do apoio de entidades internacionais, que nos ajudam em projetos específicos e para as quais prestamos conta dos resultados em detalhes. Todos os recursos de origem do exterior passam pelo Banco Central. Não temos nada a esconder.

Em relação às entidades que atuam nos assentamentos de Reforma Agrária, que são centenas trabalhando em todo o país, defendemos a legitimidade dos convênios com os governos federal e estaduais e acreditamos na lisura do trabalho realizado. Essas entidades estão devidamente habilitadas nos órgãos públicos, são fiscalizadas e, inclusive, sofrem com perseguições políticas do TCU (Tribunal de Contas da União), controlado atualmente por filiados ao PSDB e DEM. Desenvolvem projetos de assistência técnica, alfabetização de adultos, capacitação, educação e saúde em assentamentos rurais, que são um direito dos assentados e um dever do Estado, de acordo com a Constituição.

Não esperávamos outro procedimento desses meios de comunicação. Os ataques contra o Movimento são antigos e nunca passaram da mais pura manifestação de ódio dos setores mais reacionários da classe dominante contra trabalhadores rurais que se organizaram e lutam por seus direitos. Vamos continuar com as nossas mobilizações porque apenas a pressão popular pode garantir o avanço da Reforma Agrária e dos direitos dos trabalhadores, independente da vontade da classe dominante e dos seus meios de comunicação.
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SECRETARIA NACIONAL DO MST

Vanuseando

Ela não estava sob efeito de alucinógenos, tampouco alcoolizada ou nervosa.

O que ninguém entendeu foi que a coitada da Vanusa não conhecia a canção e tentou improvisar, ué.

Ô povinho mais maldoso esse.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

DIPLOMA DE JORNALISTA É PERFUMARIA

MANIFESTO CONTRA A HIPOCRISIA

O diploma não está ameaçado porra nenhuma. Acabou. Não é por acaso que a Rede Globo garante que continuará prestigiando as escolas de "comunicologia" e que, por outro lado, irá abrir espaço a "especialistas" de outras áreas. Todos, ideologicamente, confiáveis. O PRBS (Partido Rede Brasil Sul de Comunicação), também, promete que vai continuar valorizando os cursinhos da perfumaria. É só uma flexibilização. A ditadura midiática ganha "ares de diversidade". A medida não altera porra nenhuma em termos da produção das atuais "informações ficcionais", dos releases das assessorias de imprensa. Associar "qualidade da informação" com diploma é deboche. Até mesmo na história recente de Zerolândia (jornal Zero Hora) esta associação é piada. Uma redação com hegemonia de profissionais sem diploma era dirigida pelo Lauro Schirmer. Dava para ler o jornal. Uma redação hegemonizada pelos com diploma e direção de Marcelo Rech vai para história do lixo. Insistimos na idéia de que a mídia corporativa é monolítica ideologicamente.

Ninguém diz nada sobre a conjuntura em que o diploma foi criado. Assim, como ninguém diz nada sobre a conjuntura atual, a do fim do diploma. É preciso, no entanto, assinalar a característica básica dos dois momentos: ditadura militar e ditadura midiática. Absoluta falta de democracia. Ditabrandas. O MST pode dizer algumas coisas interessantes sobre o tema. Na militar, as redações eram "controladas" por intelectuais de esquerda. Ou, no mínimo, por simpatizantes. A ditadura precisava de "profissionais" com outro perfil. No começo foi quase impossível. A meninada (com o diploma) mandava "bala" contra a ditatura. E os "velhos" jornalistas prestigiavam. Ou faziam vistas grossas. Na atualidade, o fim do diploma "flexibiliza" e reforça os cursinhos técnicos de comunicologia. Uma adeguação ao Deus Mercado. A grande novidade - e a mídia corporativa precisa - será a formação de showrnalistas especializados na transmissão de infográficos online. Ou de "especialistas" em segurar microfone. Isso tudo é uma grande piada. Está aberta, no entanto, a possibilidade de implodirmos com os cursos de "comunicologia", pela esquerda. Está aberta a possibilidade de formação de JORNALISTAS marginais, subversivos e da periferia. Estes cursos populares darão prioridade à formação do caráter. Não esquecendo, é claro, que a esquerda sabonete é um zero à esquerda. Uma idéia anarquista. Em 20 anos de Fabico (Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da UFRGS) nunca tive um aluno negro que não fosse africano. Não tive em aula um estudante de JORNALISMO morador da Lomba do Pinhero (periferia de PA). Estamos de olho na possibilidade de construção de ESCOLAS DE JORNALISMO na periferia. Currículo de Agiprop (agitação e propaganda). Contra o sistema. Luta de classes existe, sim. O "showrnalismo" que a mídia corporativa faz ficará "melhor". Zerolândia ficará melhor "qualificada". Especialistas (não diplomados) poderão brilhar.

Comecei na profissão com Marcos Faerman (Marcão), trabalhei com Pilla Vares, João Aveline e José Onofre; tive aulas de marxismo e de jornalismo com Marco Aurélio Garcia, criador do primeiro Caderno de Cultura de ZH; também tive algumas lições de jornalismo com Jefferson de Barros. JORNALISTAS eram intelectuais e de esquerda. O diploma que predominava era o de advogado. Nenhum jornalista da República de Livramento (Elmar, para os antigos o Bicudo)tem diploma. Acho que o Trindade (hospitalizado em Brasília com sérios problemas de saúde) e o Vieira também não. Boa parte da redação da Folha da Manhã, da Caldas Junior, não tinha diploma. Poucos integrantes da Coojornal tinham o tal diploma. O decreto que cria a habilitação em Relações Públicas, dentro dos cursos de "comunicologia", foi assinado pelo Jarbas Passarinho e o Delfim Neto. Não consegui o registro por ter passado uma temporada na cadeia. Fui obrigado a fazer a faculdade. Tenho o tal do diploma. Sou professor por um descuido do sistema. Os atuais cursinhos técnicos de "comunicologia" continuarão formando o pessoal que é treinado para escrever 30 linhas. (ponto) Bons de telefone. (ponto) Ou então com qualificação para buscar release na Secretária de Segurança Pública. (ponto). Para os que possuem o DNA da profissão o diploma é um detalhe. E quando não existia Internet o cara "cascateava" e não tinha como denunciar. A informação ficava restrita ao meio profissional. Agora, o cara "cascateia" e um blogueiro (não showrnalista) denuncia e é processado. A rede de conivências corporativas é silenciosa. Só faz estardalhaço na defesa da "liberdade de imprensa", deles. Os atuais "showrnalistas", todos diplomados, são e continuarão sendo cartógrafos do sistema. Mapeadores serviçais das elites. Nenhum dos 30 melhores alunos que tive em 20 anos de Fabico trabalhou em Zerolândia (jornal Zero Hora), poucos andaram (passagens rapidíssimas) por outros veículos da mídia corporativa e todos, literalmente todos, exercem a profissão comprometidos com a vida. Acho que dei minha contribuição na formação destes JORNALISTAS. Para todos eles o diploma foi um detalhe. Uma imposição burocrática e autoritária. Quase sempre de professores que não deram certo na profissão. Ou de acadêmicos que nunca passaram nas proximidades de uma redação. Professores qualificados com o dinheiro público (mestrado e doutorado), com pouco tempo de serviço nas salas de aula das instituições públicas, hoje aposentados, trabalham nas particulares. E, estranhamente (?), professores que passaram grande parte de suas vidas lecionado nas universidades privadas acabam se aposentando pelas instuições públicas. Concursados, é claro. É a rede. Sim, a rede de conivências corporativas.

O que vai contecer? Não sei. A todos os piratas, hackers e anaquistas e loucos, de um modo geral, desejo sucesso na multiplicação dos espaços de liberdade.

A clandestinidade exige atenção, humildade, intuição e pode ser o caminho para o exercício do JORNALISMO com o velho sentido da profissão. Propomos a multiplicação de planfletos eletrônicos. A realização de bacanais. De orgias eletrônicas planfletárias contra o sistema. Pela realização dos prazeres criminosos e ilegais. Abandonamos a idéia dos piquetes. O melhor é vandalizar. Não significa porra nenhuma protestar. Queremos atos de desfiguramento. Não aceitamos os estúpidos disperdícios como, por exemplo, a imensa quantidade de papel gasto em jornais de merda. Lutamos pela destruição dos símbolos dos impérios da "comunicologia". Zerolância é criminosa. Aliena. O diploma não está ameaçado porra nenhuma. Nunca esteve. Acabou. (ponto) Fotografem a miséria conversando com os miseráveis. Aprendendo com eles. Pela ação dos marginais, dos que estão à margem, avançamos contra a barbárie. Jornalistas, como agentes da subversão, nunca se inscrevem para concorrer a prêmios. E muito menos ainda para o Prêmio Ari-Gó (Associação Riograndense de Imprensa). Não são os "showrnalistas" que são premiados, mas as empresas para quais vendem a alma. É tudo matéria 500. De interesse da empresa. É parte da política de relações públicas. A Esso criou o Repórter Esso para combater a campanha do Petróleo é Nosso. E o "camarada" Lula poderá ser presidente do Banco Mundial.

Viva Hélio Oticica e os parangolés!!! Queremos tudo Zensentido. Glauber Rocha não tinha diploma de porra nenhuma. E, assim, ameaçava a burguesia. Como dizia o velho guerreiro Chacrinha: "quem não se comunica se trumbica".

Desculpas
às vezes
perco
ímpeto
radical

Da raiz
PALAVRAS
estiletes
CORTANTES

############# Não acrescentei ao texto anterior a informação de que, nos últimos anos, os cursinhos de "comunicologia", das universidades federais, foram modernizados para o atendimento da demanda das empresas da mídia corporativa. Cursinhos técnicos da perfumaria. É o Estado, o público à serviço do privado. No mesmo período, as instituições de ensino privado deixaram de investir em tais cursinhos. Os barões da mídia corporativa, certamente, sinalizaram quais eram os seus interesses. Acreditamos que, assim, com o fim do diploma haverá uma tendência de fechamento dos cursos das instituições privadas (ningém vai pagar por um diploma que não vale nada) e uma valorização do ensino técnico das federais. O Estado é um aparelho a serviço da elite em sua produção de bens simbólicos.

WU - Blog Ponto de Vista

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Todo mundo precisa de...




1- Um agente de RH. Alguém que faça aquela conhecida e fantástica seleção de pessoal (nesse caso, um candidato a algum cargo em nossas vidas). Isso evitaria uma série de indisposições desnecessárias.

Primeiro, analisa-se o currículo da pessoa, para conhecer as habilidades, as aptidões, os conhecimentos e, por que não, os defeitos também. Em seguida, passa-se para a maravilhosa dinâmica de grupo, e será avaliada aí a capacidade de os indivíduos interessados responderem aos desafios sob pressão (algo que será rotineiro no convívio diário).

Logo após, a parte mais importante, a entrevista individual. Nosso agente de RH deve estar extremamente preparado para detectar possíveis fraudes, pessoas dissimuladas, cínicas (aqueles que mentiram no currículo serão pegos com a boca na botija, e com eles não haverá piedade) e, naturalmente, avaliar as condições básicas de higiene e asseio pessoal. Depois desse processo, o agente nos encaminhará os mais indicados para o cargo, em caráter de experiência, sem nenhuma obrigatoriedade de permanência no caso de nossa não-aprovação.

Este agente também funcionará, de forma importantíssima, no processo demissional. Para nos poupar do constrangimento de dispensar pessoas, dar fora (coisa mais antiquada), nosso super-profissional, com todo o tato e a lábia pertinentes à sua atividade, saberá como agir de maneira adequada para mandar a criatura indesejada para beeeem longe, de uma forma limpa, rápida e indolor.

Veja bem, a vida seria bem melhor se pudéssemos contar com esta facilidade. E é por isso que eu defendo, e lanço a campanha "TODO MUNDO PRECISA DE UM AGENTE DE RH". Entre nessa você também.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Fato inegável.


Pensei pra caramba e cheguei a uma conclusão que agora me parece óbvia e natural:
é impossível ser amiga, ao mesmo tempo, de duas pessoas opostas (ex-namoradas, inimigas ferrenhas, etc). Pelo simples fato inegável que é: TODO MUNDO TEM UM LADO. Ninguém é imparcial. Isto não existe.E mesmo que se tente, cedo ou tarde acaba em merda.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Será que é tão difícil de entender???

Eu não acordo de mau-humor; só tenho vontade de matar quem tenta falar comigo nas primeiras duas horas.
Eu não sou simpática; só quem merece consegue tirar o que tenho de bom.
Não saio distribuindo sorrisos por aí; nem todo mundo merece ver meus dentes.
Detesto que me "empurrem" pessoas goela abaixo; quando eu não gosto, eu não gosto, e não adianta cobrir de chantilly e colocar cerejinha em cima.
Minha vida NÃO é um livro aberto. E a Globo pode oferecer quanto dinheiro quiser, eu não vou vender os direitos autorais pra Glória Perez usar na próxima novela das oito.

Não sou cínica. Não disfarço o meu desagrado e minha antipatia quando sinto.
E não adianta me pedir pra me comportar na frente das visitas. Será pior ainda.

Depois não digam que eu não avisei.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Finalmente... o meme!!!

Em agradecimento à minha super amiga-irmã que me presenteou com esse selinho maneiro:



Devo indicar agora 5 pessoas, que procederão da seguinte forma:
Postar o selo. Responder as perguntas abaixo e indicar 5 pessoas para fazer o mesmo.

E os indicados são o Pedro, a Daiana, a Taís, As Namoradas e o 1 de nós 2

E lá vão as minhas respostas:

- Como foi, com que idade e com quem foi seu 1º beijo? Aos 12 anos, um menino que eu não conhecia (e cujo nome não lembro)

- Quem é seu melhor amigo(a)? Meus pais.

- Com quantas pessoas você já ficou? Não sei, nunca contei e acho uó do borogodó contabilizar

- Quem você mandaria pra lua, sem volta? A Yeda.

- Idade? Signo? 23, Escorpião

- Tem manias? Quais?
A maior delas acho que é falar sozinha. Concedo entrevistas, recebo prêmios, lanço filmes, tudo de mim pra mim mesma.

- Onde você gostaria de morar? Na ilha das irmãs Owens (vide filme "Practical Magic")

- De onde você fugiria se morasse? São Paulo (boa, Lala)

- Qual a marca do seu shampoo? Uso o que tiver.

- Em que você tá pensando agora? Falar de mim é uma coisa muito chata.

- Trabalha? Estuda? O Quê? Trabalho como assessora de imprensa. Faço faculdade de jornalismo (quem rir, apanha)

- Qual o melhor dia da semana pra você? Sábado.

- Qual seu sonho realizado? Ir ao show do Maiden.

- Qual a viagem que você faria de novo? Buenos Aires (dessa vez, em melhor companhia)

- Qual o melhor lugar para fazer amor? Uma cama limpa e bem grande, e que não pertença aos pais de ninguém.

- O que você faria se tivesse só mais um dia de vida? Gastava toda a grana que me resta numa superjanta com a família.

- Fuma? Bebe? Não mais. Não no momento.

- Qual seu esporte favorito? Natação.

- Qual seu livro favorito? As Brumas de Avalon - Marion Zimmer Bradley

- Qual seu programa de televisão favorito? Acho TV um saco.

- Que tipo de comida você mais gosta? Massa.

- Você tem tatuagens? Piercings? Duas tatuagens.

- Uma coisa que você não suporta: duas, tá: arrogância e bafo.

- Uma coisa que você adora: Falar. E beijo no pescoço.

- Uma coisa que não pode faltar no seu dia: Música.

- Uma verdade que tem que ser dita: Todo mundo sente inveja e rancor, mesmo que a imensa maioria negue.

- Deixe o seu recado pra quem te mandou esse meme: Juízo nessa cabecinha e força na peruca!

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Hoje eu peguei num violão...

Estava voltado pra casa, e no carro estava tocando uma música com uma letra bacana, eu tentava prestar atenção ao mesmo tempo em que observava o trânsito e a chuva. Estava tão compenetrada nessas atividades que meu pai deve ter pensado que eu estava triste ou chateada, e me perguntou algo do tipo "tudo bem por aí?".
A música falava em ambição, em querer ter e saber mais do que se precisa. A melodia era boa, um violão country-melancólico. Cheguei em casa e procurei a tal da música. Está na trilha do filme "Into the Wild", dirigido pelo Sean Penn,que conta a história (real) de Chris McCandless, um guri bem de vida que larga tudo e se isola na natureza. O filme é baseado no romance de Jon Krakauer.
Enfim, achei a música tão legal que me arrisquei a pegar o violão e tocar a bendita.
A letra é assim:


Oh, it's a mystery to me
We have a greed with which we have agreed
And you think you have to want more than you need
Until you have it all you won't be free

Society, you're a crazy breed
Hope you're not lonely without me...

When you want more than you have
You think you need...
And when you think more than you want
Your thoughts begin to bleed
I think I need to find a bigger place
Because when you have more than you think
You need more space

Society, you're a crazy breed
Hope you're not lonely without me...
Society, crazy indeed
Hope you're not lonely without me...

There's those thinking, more-or-less, less is more
But if less is more, how you keeping score?
Means for every point you make, your level drops
Kinda like you're starting from the top
You can't do that...

Society, you're a crazy breed
Hope you're not lonely without me...
Society, crazy indeed
Hope you're not lonely without me...

Society, have mercy on me
Hope you're not angry if I disagree...
Society, crazy indeed
Hope you're not lonely without me...

domingo, 9 de agosto de 2009

Um amor maior que tudo

Como amar alguém que a gente nem conhece ainda?
Antes mesmo de esse alguém fazer algo para merecer nosso amor???
Se pegar rindo sozinha porque não cabe em si de felicidade???

E essa felicidade é tão grande... simplesmente porque esse alguém existe???


Esse é o amor mais verdadeiro, mas sincero, mais honesto e mais lindo que pode haver.

sábado, 1 de agosto de 2009

Desliga a máquina de lavar, por favor.

Tenho medo de fazer qualquer registro do qual eu vá me arrepender daqui a alguns anos, ou talvez em alguns meses, ou quem sabe em alguns instantes.

Nada é definitivo. Mas o que a gente pensa e sente pode ser mais efêmero do que puxar o ar e soltar. Fico pensando quanta coisa passa pela cabeça da gente e que ninguém vai tomar conhecimento porque, quando nos damos conta, já passou. Mas naquele momento foi real (eu juro, estava ali há cinco minutos!!!)

Acho que comigo a coisa se dá de forma ainda mais alucinante. Mais rápida e mais devastadora. Eu e a porcaria da intensidade. Às vezes eu queria ser mais tranquila, mais paciente, mais blasé, sei lá. Viver num turbilhão (do tipo lavadora de roupa, sabe?)deixa a gente permanentemente tonta. Sem equilíbrio. Sem referência.

Talvez este seja o único registro do qual eu não vá me arrepender nunca.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Luto??? Não. LutA.

Publicado originalmente no blog da Rádioweb Putzgrila: http://radiowebputzgrila.blogspot.com/

Fiquei na dúvida entre fazer um comentário na postagem do nosso colega Seu Cossio e escrever minha própria postagem. Em verdade, nenhuma pretensão minha de falar sobre o que ocorreu vai ser suficiente para ilustrar o tamanho da tristeza que estou sentindo.

Tristeza e vergonha, imensa vergonha. Vivemos em um estado cujo principal veículo de comunicação impressa age de forma indigna e ridícula, tentando calar a boca de quem o contraria, da forma mais baixa que pode haver: com o poder de sua autoridade e influência, esse brilhante jornal impede a livre manifestação na web, espaço teoricamente "livre" de expressão. Como se já não tivéssemos bastante dificuldade em encontrar informação, conteúdo, isenção (existe???), temos agora que encarar a censura na sua forma mais explícita, tudo porque um brilhante fotógrafo do brilhante jornal sentiu-se atingido, ferido ou atacado na sua "integridade". Além de termos que engolir todas as babaquices que são publicadas todos os dias neste que é o jornal que mais emprega meus colegas de faculdade, temos que conviver com esta realidade VERGONHOSA.

Wladymir Ungaretti é bem mais que um professor, um mestre, mais que um orientador, uma influência, um exemplo, um modelo. É bem mais que tudo isso. É a prova de que sempre se pode fazer a diferença. E só fará sentido quando incomodar, quando irritar, quando for a pedra no sapato de quem não quer que a gente exista e diga o que está errado.

Vou me formar no final deste ano, e confesso que estou bastante desesperançosa em relação ao espaço que teremos, nós que não nos conformamos, que questionamos, que não aceitamos o que nos oferecem pura e simplesmente, sem reflexão e discussão. Onde poderemos fazer o jornalismo no qual acreditamos?

Naturalmente isto não vai me desmotivar. Vou continuar acreditando no que faço. Não me importa se vou ficar desempregada, se vou brigar, e perder muitas brigas. Mais uma vez, jornalismo é subversão. Sempre.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Carnaval é coisa séria... PARTE 1

Por isso, aqui vão algumas dicas de como aproveitar ao máximo esta data, se você é, como eu, um apaixonado pelo calor humano e ziriguidum. (Tentarei eu mesma cumprir todas as recomendações):

- Se você não quer que as músicas do momento grudem no seu ouvido que nem chiclete, masque um o tempo todo. Está cientificamente comprovado que mastigar a borrachinha colorida distrai nossa atenção a ponto de não guardarmos o que estamos ouvindo. Diminui a chance de você sair por aí assobiando "eu puxo seu cabelo", "tô só de sainha" e outros afins;

- Tenha sempre à mão o seu mp3, Ipod, radinho de pilha, etc. Nunca se sabe quando você pode ser surpreendido no inofensivo bar do seu zé, tomando uma cervejinha gelada com a galera, por aquele velho e bom CD de marchinhas de carnaval, ou os melhores sambas-enredo do carnaval de 87... Pequenos estabelecimentos comerciais etílicos tem seu charme rebuscado, mas, para nossa desgraça, invariavelmente cometem este terrível deslize nesta época.

- Use calças. Mesmo se estiver na praia??? Principalmente. É um fato inegável da natureza que, nesta ocasião festiva, os primos do macaco, principalmente os portadores do cromossomo Y, sofrem de ataque súbito de superprodução hormonal e não podem (eu disse NÃO PODEM) ver um par de pernas que logo disparam em corrida desenfreada rumo à tentativa de acasalamento. Melhor prevenir do que ter de por em prática suas aulas de defesa pessoal (vale lembrar que eles não ficam somente desenfreados como um orangotango, mas fortes também)



Amanhã tem mais. Anotem e aguardem.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Obrigada pelo meme, Laura!!!

Acho que a laura mentiu essas coisas:



- Odeio chocolate meio amargo.
- Não leio bula de remédios.
- Adoro meu trabalho.


Na próxima postagem vai o meme e as minhas mentiras.

=P

Mas que beleza.......Em fevereiro........Tem carnaval....

Ahhhhhh

estou ansiosíssima pra botar meu bloco na avenida... Esse clima de pandeiros, confetes, festival de silicone na TV e 200 decibéis de funk proibidão direto no cérebro da gente me deixa tãããããããão animada!!!!!

=/

O que fazer pra escapar desse carnaval???

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Minha vida daria um Filme de Sessão da Tarde. E a sua?

Olha... Cada uma que me acontece...

Começo a desconfiar que estou com o tal do Complexo de Truman. Tenho certeza de que estou sendo filmada, e o material será editado e passado mil vezes na Sessão da Tarde. Já estou até vendo o trailer, eu em algumas situações absurdas e o locutor: "Juliana é uma menina que está sempre aprontando a maior confusão! Amanhã, após o Vale a Pena Ver de Novo! Globo, a gente se vê por aqui!"

Meeeeeo Deeeeeos!!! Onde é que desliga essa coisa?????



Ah, tá certo, tem gente cuja vida daria uma novela mexicana daquelas...


Sorte desses... dá muito mais Ibope.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Sacudindo a poeira e as teias de aranha

Nesse momento escuto a música "Englishman in New York" do meu (sim, muito meu) Sting.

No refrão ele diz "I'm an alien, I'm a legal alien"

E quem não se sente assim, ao menos umas 3 vezes por semana?

Quando a gente vai na casa de alguém não muito íntimo, alguém que, você não entende como, não tira o sapato quando chega em casa. Ou vai fazer uma entrevista de emprego e se sente vestido como um palhaço, chega na empresa e todos estão de calça jeans. Ou vai naquela festa que os amigos insistiram tanto, chega lá já com vontade de sair correndo, a música é horrorosa, as pessoas te olham com estranhamento, você se pergunta se esqueceu o desodorante ou se exagerou na quantidade. Quando todo mundo ri da piada menos você. Ou pior, quando só você ri da piada (às vezes muitíssimo) e fica aquele climão, todo mundo se olhando interrogativamente.

Não minta para si mesmo, possivelmente hoje você teve o seu momento de "alien".
Aquele leve desconforto, a sensação de não pertencimento a um determinado local ou espécie.

Pois o meu feliz 2009 vai para todos aqueles que por vezes se sentem assim, como eu invariavelmente me sinto, um serzinho meio diferente.

Mas não deixo de dar risada disso. Nem que seja depois, beeeem depois.