quarta-feira, 26 de agosto de 2009

DIPLOMA DE JORNALISTA É PERFUMARIA

MANIFESTO CONTRA A HIPOCRISIA

O diploma não está ameaçado porra nenhuma. Acabou. Não é por acaso que a Rede Globo garante que continuará prestigiando as escolas de "comunicologia" e que, por outro lado, irá abrir espaço a "especialistas" de outras áreas. Todos, ideologicamente, confiáveis. O PRBS (Partido Rede Brasil Sul de Comunicação), também, promete que vai continuar valorizando os cursinhos da perfumaria. É só uma flexibilização. A ditadura midiática ganha "ares de diversidade". A medida não altera porra nenhuma em termos da produção das atuais "informações ficcionais", dos releases das assessorias de imprensa. Associar "qualidade da informação" com diploma é deboche. Até mesmo na história recente de Zerolândia (jornal Zero Hora) esta associação é piada. Uma redação com hegemonia de profissionais sem diploma era dirigida pelo Lauro Schirmer. Dava para ler o jornal. Uma redação hegemonizada pelos com diploma e direção de Marcelo Rech vai para história do lixo. Insistimos na idéia de que a mídia corporativa é monolítica ideologicamente.

Ninguém diz nada sobre a conjuntura em que o diploma foi criado. Assim, como ninguém diz nada sobre a conjuntura atual, a do fim do diploma. É preciso, no entanto, assinalar a característica básica dos dois momentos: ditadura militar e ditadura midiática. Absoluta falta de democracia. Ditabrandas. O MST pode dizer algumas coisas interessantes sobre o tema. Na militar, as redações eram "controladas" por intelectuais de esquerda. Ou, no mínimo, por simpatizantes. A ditadura precisava de "profissionais" com outro perfil. No começo foi quase impossível. A meninada (com o diploma) mandava "bala" contra a ditatura. E os "velhos" jornalistas prestigiavam. Ou faziam vistas grossas. Na atualidade, o fim do diploma "flexibiliza" e reforça os cursinhos técnicos de comunicologia. Uma adeguação ao Deus Mercado. A grande novidade - e a mídia corporativa precisa - será a formação de showrnalistas especializados na transmissão de infográficos online. Ou de "especialistas" em segurar microfone. Isso tudo é uma grande piada. Está aberta, no entanto, a possibilidade de implodirmos com os cursos de "comunicologia", pela esquerda. Está aberta a possibilidade de formação de JORNALISTAS marginais, subversivos e da periferia. Estes cursos populares darão prioridade à formação do caráter. Não esquecendo, é claro, que a esquerda sabonete é um zero à esquerda. Uma idéia anarquista. Em 20 anos de Fabico (Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da UFRGS) nunca tive um aluno negro que não fosse africano. Não tive em aula um estudante de JORNALISMO morador da Lomba do Pinhero (periferia de PA). Estamos de olho na possibilidade de construção de ESCOLAS DE JORNALISMO na periferia. Currículo de Agiprop (agitação e propaganda). Contra o sistema. Luta de classes existe, sim. O "showrnalismo" que a mídia corporativa faz ficará "melhor". Zerolândia ficará melhor "qualificada". Especialistas (não diplomados) poderão brilhar.

Comecei na profissão com Marcos Faerman (Marcão), trabalhei com Pilla Vares, João Aveline e José Onofre; tive aulas de marxismo e de jornalismo com Marco Aurélio Garcia, criador do primeiro Caderno de Cultura de ZH; também tive algumas lições de jornalismo com Jefferson de Barros. JORNALISTAS eram intelectuais e de esquerda. O diploma que predominava era o de advogado. Nenhum jornalista da República de Livramento (Elmar, para os antigos o Bicudo)tem diploma. Acho que o Trindade (hospitalizado em Brasília com sérios problemas de saúde) e o Vieira também não. Boa parte da redação da Folha da Manhã, da Caldas Junior, não tinha diploma. Poucos integrantes da Coojornal tinham o tal diploma. O decreto que cria a habilitação em Relações Públicas, dentro dos cursos de "comunicologia", foi assinado pelo Jarbas Passarinho e o Delfim Neto. Não consegui o registro por ter passado uma temporada na cadeia. Fui obrigado a fazer a faculdade. Tenho o tal do diploma. Sou professor por um descuido do sistema. Os atuais cursinhos técnicos de "comunicologia" continuarão formando o pessoal que é treinado para escrever 30 linhas. (ponto) Bons de telefone. (ponto) Ou então com qualificação para buscar release na Secretária de Segurança Pública. (ponto). Para os que possuem o DNA da profissão o diploma é um detalhe. E quando não existia Internet o cara "cascateava" e não tinha como denunciar. A informação ficava restrita ao meio profissional. Agora, o cara "cascateia" e um blogueiro (não showrnalista) denuncia e é processado. A rede de conivências corporativas é silenciosa. Só faz estardalhaço na defesa da "liberdade de imprensa", deles. Os atuais "showrnalistas", todos diplomados, são e continuarão sendo cartógrafos do sistema. Mapeadores serviçais das elites. Nenhum dos 30 melhores alunos que tive em 20 anos de Fabico trabalhou em Zerolândia (jornal Zero Hora), poucos andaram (passagens rapidíssimas) por outros veículos da mídia corporativa e todos, literalmente todos, exercem a profissão comprometidos com a vida. Acho que dei minha contribuição na formação destes JORNALISTAS. Para todos eles o diploma foi um detalhe. Uma imposição burocrática e autoritária. Quase sempre de professores que não deram certo na profissão. Ou de acadêmicos que nunca passaram nas proximidades de uma redação. Professores qualificados com o dinheiro público (mestrado e doutorado), com pouco tempo de serviço nas salas de aula das instituições públicas, hoje aposentados, trabalham nas particulares. E, estranhamente (?), professores que passaram grande parte de suas vidas lecionado nas universidades privadas acabam se aposentando pelas instuições públicas. Concursados, é claro. É a rede. Sim, a rede de conivências corporativas.

O que vai contecer? Não sei. A todos os piratas, hackers e anaquistas e loucos, de um modo geral, desejo sucesso na multiplicação dos espaços de liberdade.

A clandestinidade exige atenção, humildade, intuição e pode ser o caminho para o exercício do JORNALISMO com o velho sentido da profissão. Propomos a multiplicação de planfletos eletrônicos. A realização de bacanais. De orgias eletrônicas planfletárias contra o sistema. Pela realização dos prazeres criminosos e ilegais. Abandonamos a idéia dos piquetes. O melhor é vandalizar. Não significa porra nenhuma protestar. Queremos atos de desfiguramento. Não aceitamos os estúpidos disperdícios como, por exemplo, a imensa quantidade de papel gasto em jornais de merda. Lutamos pela destruição dos símbolos dos impérios da "comunicologia". Zerolância é criminosa. Aliena. O diploma não está ameaçado porra nenhuma. Nunca esteve. Acabou. (ponto) Fotografem a miséria conversando com os miseráveis. Aprendendo com eles. Pela ação dos marginais, dos que estão à margem, avançamos contra a barbárie. Jornalistas, como agentes da subversão, nunca se inscrevem para concorrer a prêmios. E muito menos ainda para o Prêmio Ari-Gó (Associação Riograndense de Imprensa). Não são os "showrnalistas" que são premiados, mas as empresas para quais vendem a alma. É tudo matéria 500. De interesse da empresa. É parte da política de relações públicas. A Esso criou o Repórter Esso para combater a campanha do Petróleo é Nosso. E o "camarada" Lula poderá ser presidente do Banco Mundial.

Viva Hélio Oticica e os parangolés!!! Queremos tudo Zensentido. Glauber Rocha não tinha diploma de porra nenhuma. E, assim, ameaçava a burguesia. Como dizia o velho guerreiro Chacrinha: "quem não se comunica se trumbica".

Desculpas
às vezes
perco
ímpeto
radical

Da raiz
PALAVRAS
estiletes
CORTANTES

############# Não acrescentei ao texto anterior a informação de que, nos últimos anos, os cursinhos de "comunicologia", das universidades federais, foram modernizados para o atendimento da demanda das empresas da mídia corporativa. Cursinhos técnicos da perfumaria. É o Estado, o público à serviço do privado. No mesmo período, as instituições de ensino privado deixaram de investir em tais cursinhos. Os barões da mídia corporativa, certamente, sinalizaram quais eram os seus interesses. Acreditamos que, assim, com o fim do diploma haverá uma tendência de fechamento dos cursos das instituições privadas (ningém vai pagar por um diploma que não vale nada) e uma valorização do ensino técnico das federais. O Estado é um aparelho a serviço da elite em sua produção de bens simbólicos.

WU - Blog Ponto de Vista

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Todo mundo precisa de...




1- Um agente de RH. Alguém que faça aquela conhecida e fantástica seleção de pessoal (nesse caso, um candidato a algum cargo em nossas vidas). Isso evitaria uma série de indisposições desnecessárias.

Primeiro, analisa-se o currículo da pessoa, para conhecer as habilidades, as aptidões, os conhecimentos e, por que não, os defeitos também. Em seguida, passa-se para a maravilhosa dinâmica de grupo, e será avaliada aí a capacidade de os indivíduos interessados responderem aos desafios sob pressão (algo que será rotineiro no convívio diário).

Logo após, a parte mais importante, a entrevista individual. Nosso agente de RH deve estar extremamente preparado para detectar possíveis fraudes, pessoas dissimuladas, cínicas (aqueles que mentiram no currículo serão pegos com a boca na botija, e com eles não haverá piedade) e, naturalmente, avaliar as condições básicas de higiene e asseio pessoal. Depois desse processo, o agente nos encaminhará os mais indicados para o cargo, em caráter de experiência, sem nenhuma obrigatoriedade de permanência no caso de nossa não-aprovação.

Este agente também funcionará, de forma importantíssima, no processo demissional. Para nos poupar do constrangimento de dispensar pessoas, dar fora (coisa mais antiquada), nosso super-profissional, com todo o tato e a lábia pertinentes à sua atividade, saberá como agir de maneira adequada para mandar a criatura indesejada para beeeem longe, de uma forma limpa, rápida e indolor.

Veja bem, a vida seria bem melhor se pudéssemos contar com esta facilidade. E é por isso que eu defendo, e lanço a campanha "TODO MUNDO PRECISA DE UM AGENTE DE RH". Entre nessa você também.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Fato inegável.


Pensei pra caramba e cheguei a uma conclusão que agora me parece óbvia e natural:
é impossível ser amiga, ao mesmo tempo, de duas pessoas opostas (ex-namoradas, inimigas ferrenhas, etc). Pelo simples fato inegável que é: TODO MUNDO TEM UM LADO. Ninguém é imparcial. Isto não existe.E mesmo que se tente, cedo ou tarde acaba em merda.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Será que é tão difícil de entender???

Eu não acordo de mau-humor; só tenho vontade de matar quem tenta falar comigo nas primeiras duas horas.
Eu não sou simpática; só quem merece consegue tirar o que tenho de bom.
Não saio distribuindo sorrisos por aí; nem todo mundo merece ver meus dentes.
Detesto que me "empurrem" pessoas goela abaixo; quando eu não gosto, eu não gosto, e não adianta cobrir de chantilly e colocar cerejinha em cima.
Minha vida NÃO é um livro aberto. E a Globo pode oferecer quanto dinheiro quiser, eu não vou vender os direitos autorais pra Glória Perez usar na próxima novela das oito.

Não sou cínica. Não disfarço o meu desagrado e minha antipatia quando sinto.
E não adianta me pedir pra me comportar na frente das visitas. Será pior ainda.

Depois não digam que eu não avisei.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Finalmente... o meme!!!

Em agradecimento à minha super amiga-irmã que me presenteou com esse selinho maneiro:



Devo indicar agora 5 pessoas, que procederão da seguinte forma:
Postar o selo. Responder as perguntas abaixo e indicar 5 pessoas para fazer o mesmo.

E os indicados são o Pedro, a Daiana, a Taís, As Namoradas e o 1 de nós 2

E lá vão as minhas respostas:

- Como foi, com que idade e com quem foi seu 1º beijo? Aos 12 anos, um menino que eu não conhecia (e cujo nome não lembro)

- Quem é seu melhor amigo(a)? Meus pais.

- Com quantas pessoas você já ficou? Não sei, nunca contei e acho uó do borogodó contabilizar

- Quem você mandaria pra lua, sem volta? A Yeda.

- Idade? Signo? 23, Escorpião

- Tem manias? Quais?
A maior delas acho que é falar sozinha. Concedo entrevistas, recebo prêmios, lanço filmes, tudo de mim pra mim mesma.

- Onde você gostaria de morar? Na ilha das irmãs Owens (vide filme "Practical Magic")

- De onde você fugiria se morasse? São Paulo (boa, Lala)

- Qual a marca do seu shampoo? Uso o que tiver.

- Em que você tá pensando agora? Falar de mim é uma coisa muito chata.

- Trabalha? Estuda? O Quê? Trabalho como assessora de imprensa. Faço faculdade de jornalismo (quem rir, apanha)

- Qual o melhor dia da semana pra você? Sábado.

- Qual seu sonho realizado? Ir ao show do Maiden.

- Qual a viagem que você faria de novo? Buenos Aires (dessa vez, em melhor companhia)

- Qual o melhor lugar para fazer amor? Uma cama limpa e bem grande, e que não pertença aos pais de ninguém.

- O que você faria se tivesse só mais um dia de vida? Gastava toda a grana que me resta numa superjanta com a família.

- Fuma? Bebe? Não mais. Não no momento.

- Qual seu esporte favorito? Natação.

- Qual seu livro favorito? As Brumas de Avalon - Marion Zimmer Bradley

- Qual seu programa de televisão favorito? Acho TV um saco.

- Que tipo de comida você mais gosta? Massa.

- Você tem tatuagens? Piercings? Duas tatuagens.

- Uma coisa que você não suporta: duas, tá: arrogância e bafo.

- Uma coisa que você adora: Falar. E beijo no pescoço.

- Uma coisa que não pode faltar no seu dia: Música.

- Uma verdade que tem que ser dita: Todo mundo sente inveja e rancor, mesmo que a imensa maioria negue.

- Deixe o seu recado pra quem te mandou esse meme: Juízo nessa cabecinha e força na peruca!

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Hoje eu peguei num violão...

Estava voltado pra casa, e no carro estava tocando uma música com uma letra bacana, eu tentava prestar atenção ao mesmo tempo em que observava o trânsito e a chuva. Estava tão compenetrada nessas atividades que meu pai deve ter pensado que eu estava triste ou chateada, e me perguntou algo do tipo "tudo bem por aí?".
A música falava em ambição, em querer ter e saber mais do que se precisa. A melodia era boa, um violão country-melancólico. Cheguei em casa e procurei a tal da música. Está na trilha do filme "Into the Wild", dirigido pelo Sean Penn,que conta a história (real) de Chris McCandless, um guri bem de vida que larga tudo e se isola na natureza. O filme é baseado no romance de Jon Krakauer.
Enfim, achei a música tão legal que me arrisquei a pegar o violão e tocar a bendita.
A letra é assim:


Oh, it's a mystery to me
We have a greed with which we have agreed
And you think you have to want more than you need
Until you have it all you won't be free

Society, you're a crazy breed
Hope you're not lonely without me...

When you want more than you have
You think you need...
And when you think more than you want
Your thoughts begin to bleed
I think I need to find a bigger place
Because when you have more than you think
You need more space

Society, you're a crazy breed
Hope you're not lonely without me...
Society, crazy indeed
Hope you're not lonely without me...

There's those thinking, more-or-less, less is more
But if less is more, how you keeping score?
Means for every point you make, your level drops
Kinda like you're starting from the top
You can't do that...

Society, you're a crazy breed
Hope you're not lonely without me...
Society, crazy indeed
Hope you're not lonely without me...

Society, have mercy on me
Hope you're not angry if I disagree...
Society, crazy indeed
Hope you're not lonely without me...

domingo, 9 de agosto de 2009

Um amor maior que tudo

Como amar alguém que a gente nem conhece ainda?
Antes mesmo de esse alguém fazer algo para merecer nosso amor???
Se pegar rindo sozinha porque não cabe em si de felicidade???

E essa felicidade é tão grande... simplesmente porque esse alguém existe???


Esse é o amor mais verdadeiro, mas sincero, mais honesto e mais lindo que pode haver.

sábado, 1 de agosto de 2009

Desliga a máquina de lavar, por favor.

Tenho medo de fazer qualquer registro do qual eu vá me arrepender daqui a alguns anos, ou talvez em alguns meses, ou quem sabe em alguns instantes.

Nada é definitivo. Mas o que a gente pensa e sente pode ser mais efêmero do que puxar o ar e soltar. Fico pensando quanta coisa passa pela cabeça da gente e que ninguém vai tomar conhecimento porque, quando nos damos conta, já passou. Mas naquele momento foi real (eu juro, estava ali há cinco minutos!!!)

Acho que comigo a coisa se dá de forma ainda mais alucinante. Mais rápida e mais devastadora. Eu e a porcaria da intensidade. Às vezes eu queria ser mais tranquila, mais paciente, mais blasé, sei lá. Viver num turbilhão (do tipo lavadora de roupa, sabe?)deixa a gente permanentemente tonta. Sem equilíbrio. Sem referência.

Talvez este seja o único registro do qual eu não vá me arrepender nunca.